Título confuso? Deixe-me explicar:
Sabe aquele código que você faz que é lindo, perfeito, funcional e limpo, mas que só você entende (pelo menos de primeira). Não que o código seja mal-feito. Simplesmente é confuso para quem não tem a mesma linha de raciocínio que você. Por isso, pesadelo do desenvolvedor alheio.
Título explicado, vamos lá…
Episódio de hoje:
Chainability
Em primeiro lugar, o que é esse bicho de nome feio? É capacidade de, digamos, “acorrentar” o código, criando uma cadeia de comandos na mesma tacada.
Exemplo prático:
// Codigo comum var texto = document.formulario.textbox.value; texto = texto.replace( 'A', 'a' ); texto = texto.replace( 'abc', 'nonono' ); // Usando uma "corrente" de comandos var texto = document.formulario.textbox.value.replace( 'A', 'a' ).replace( 'abc', 'nonono' );
Os dois códigos produzem o mesmo resultado, mas o 2º, para um desenvolvedor que não está acostumado, pode ficar confuso.
Mas qual o fundamento da chainability (traduzindo literalmente, “habilidade de acorrentar”)? É simples, eu tenho um método ou propriedade que retorna um valor, logo posso chamar qualquer método ou propriedade que pertenca ao tipo do valor em questão. No exemplo, value é do tipo string. Eu chamo o método “replace” que retorna outra string. E assim vai.
Os frameworks de javascript, como jQuery e Prototype, se vangloriam dessa capacidade que, na verdade, é nativa a várias linguagens. (já comprovei no JS e no C#).
Realmente a prática economiza várias linhas de código. (duas, no meu exemplo trivial)
Mas quando usá-la, questione-se como vai se sentir o desenvolvedor alheio.

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